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	<title>Blog do Aylons</title>
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		<title>A intÃ©rprete dos sonhos</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 12:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Insights]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Inception&#8221; (A origem) Ã© um Ã³timo filme. NÃ£o vou fazer uma resenha aqui, pois imagino que o leitor jÃ¡ tenha assistido, Se nÃ£o assistiu, assista antes de ler este post. Como toda boa obra, Inception (uso o nome original por achar a traduÃ§Ã£o despropositada) Ã© recheada com detalhes que dÃ£o volume ao filme. Vou me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Inception&#8221; (A origem) Ã© um Ã³timo filme. NÃ£o vou fazer uma resenha aqui, pois imagino que o leitor jÃ¡ tenha assistido, Se nÃ£o assistiu, assista antes de ler este post.</p>
<p>Como toda boa obra, Inception (uso o nome original por achar a traduÃ§Ã£o despropositada) Ã© recheada com detalhes que dÃ£o volume ao filme. Vou me ater a um, aqui: a mÃºsica usada para o &#8220;salto&#8221;. Trata-se, para quem nÃ£o conhece, de &#8220;Je ne regrette rien&#8221; (NÃ£o me arrependo de nada), uma das minhas canÃ§Ãµes favoritas. Imortalizada na voz de Edith Piaf, ela Ã©, sem exagero, um marco na mÃºsica e na histÃ³ria francesa da segunda metade do sÃ©culo XX.</p>
<p>httpv://www.youtube.com/watch?v=M5gpBncR8zI</p>
<div id="attachment_312" class="wp-caption alignright" style="width: 230px"><img class="size-medium wp-image-312" title="O rostinho lhe Ã© familiar?" src="http://www.aylons.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/la_vie_en_rose_movie_poster-202x300.jpg" alt="PÃ´ster do filme Piaf - Um hino de amor." width="220" height="330" /><p class="wp-caption-text">Ni le bien qu&#39;on ma fait, ni le Mal.</p></div>
<p>Obviamente, a canÃ§Ã£o foi escolhida para representar o arrependimento do protagonista Cobb, que se culpa pela morte da mulher, Mal. A mÃºsica tem dedicatÃ³ria Ã  LegiÃ£o Estrangeira, braÃ§o do exÃ©rcito francÃªs composto parcialmente por estrangeiros que combatiam nas colÃ´nias francesas. Os legionÃ¡rios eram famosos por terem cortados seus vÃ­nculos familiares e de amizade, e muitos se tornaram mercenÃ¡rios &#8211; tudo muito semelhante ao personagem do Di Caprio.</p>
<p>Mas a referÃªncia mais curiosa estÃ¡ relacionada a Mal: sua intÃ©rprete Marion Cotillard personificou Piaf na recente cinebiografia &#8220;La mÃ´me&#8221; (Piaf &#8211; Um Hino ao Amor).</p>
<p>E, para quem ainda acha pouco, vale a pena ouvir como fica &#8220;Je ne regrette rien&#8221; ao ser tocada lentamente &#8211; ou expandida no tempo, como nos sonhos do filme:</p>
<p>httpv://www.youtube.com/watch?v=wHqeQnXE9mo</p>
<p>Se nÃ£o se lembra da mÃºsica, assista ao filme de novo. E os crÃ©ditos tambÃ©m &#8211; certamente vale a pena.</p>
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		<title>Suporte para celular</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 02:55:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Antigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Dezembro eu estava fazendo compras na Liberdade quando encontrei uma daquelas tranqueiras pequenas que fazem toda a diferen&#231;a. Um suporte para celular. Mas n&#227;o um desses de colocar na mesa, algo muito mais original: um suporte que fica preso pelo carregador &#224; tomada, e evita que seu celular fique jogado no ch&#227;o ou que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Dezembro eu estava fazendo compras na Liberdade quando encontrei uma daquelas tranqueiras pequenas que fazem toda a diferen&ccedil;a. Um suporte para celular. Mas n&atilde;o um desses de colocar na mesa, algo muito mais original: um suporte que fica preso pelo carregador &agrave; tomada, e evita que seu celular fique jogado no ch&atilde;o ou que o fio fique atravessando a sala (e se torne alvo de chutes e arremessos).<br />
&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p>.<img border="0" alt="" src="http://www.aylons.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/P1060103.jpg" /></p>
<p align="left">O conceito &eacute; simples e o produto, bem feito. Ele consiste basicamente de uma placa de pl&aacute;stico em L com um furo pode onde passar&aacute; os pinos da tomada. O pr&oacute;prio carregador vai, ent&atilde;o, segurar o suporte e mant&ecirc;-lo preso &agrave; parede. Na parte de baixo do L, fica a prateleirinha do celular. E, para completar, ainda &eacute; poss&iacute;vel enrolar o fio que liga o celular ao aparelho na pr&oacute;pria placa, tornando tudo mais limpo e organizado.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p><img border="0" alt="" src="http://www.aylons.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/P1060075.jpg" /></p>
<p align="left">O desenho do produto &eacute; todo bem feito: o furo &eacute; grande o bastante para qualquer tomada ou carregador, e a &quot;prateleira&quot; para o celular &eacute; levemente inclinada para dentro, evitando que o aparelho caia facilmente. Ali&aacute;s, o produto &eacute; nacional, com patente brasileira&#8230; ser&aacute; que registraram em outros pa&iacute;ses?. Bem, de qualquer forma, os chineses logo copiam.</p>
<p align="left">A maior utilidade que eu vejo &eacute; para carregar o celular onde n&atilde;o h&aacute; tomadas perto de mesas. Assim voc&ecirc; evita ter que deixar o aparelho jogado no ch&atilde;o, sujeito a chutes e vassouradas. Ou, pior: passar o fio pelo ch&atilde;o, algu&eacute;m topar com ele e o seu aparelho voar longe.</p>
<p align="left">Para muitos, a situa&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica &eacute; o trabalho, ou a escola. No meu caso, eu incluo nisso a casa de amigos, onde as tomadas das mesas est&atilde;o sempre ocupadas, e meu celular sempre dorme no ch&atilde;o.</p>
<p align="left"><img border="0" alt="" src="http://www.aylons.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/P10601072.jpg" /></p>
<p align="left">Eu o vi pela primeira vez na Liberdade, mas depois disso, j&aacute; me deparei com ele na Camicado e na Kalunga. O pre&ccedil;o &eacute; convidativo: R$6,90 na Kalunga, mas eu *acho* que paguei R$5,00 na Liberdade.</p>
<p align="left">EDIT: H&aacute; outras utilidades para ele tamb&eacute;m. Ele pode segurar um roteador leve, ou servir de apoio para outros eletr&ocirc;nicos. Eu coloquei um carregador de pilha nele dia desses e imagino at&eacute; uma base de telefone. S&oacute; &eacute; preciso prestar aten&ccedil;&atilde;o na inclina&ccedil;&atilde;o.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<div class="bleezer-tags:gadget, review, celular">
<p style="font-size:10px;text-align:right;">Technorati: <a rel="tag" href="http://www.technorati.com/tag/gadget">gadget</a> <a rel="tag" href="http://www.technorati.com/tag/review">review</a> <a rel="tag" href="http://www.technorati.com/tag/celular">celular</a></p>
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		<title>Algumas consideraÃ§Ãµes sobre o iPad</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 00:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Antigo]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
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		<category><![CDATA[drm]]></category>
		<category><![CDATA[ipad]]></category>
		<category><![CDATA[Palm]]></category>
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		<description><![CDATA[E a Apple finalmente lan&#231;ou o seu tablet, o iPad. Depois de tanta expectativa em torno dele, era natural que frustrasse alguns. E eu devo confessar, eu sou um deles. Espera um dispositivo mais completo vindo da Apple, que realmente permitisse uma experi&#234;ncia de computa&#231;&#227;o totalmente m&#243;vel. Mas o que a Apple trouxe vou uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E a Apple finalmente lan&ccedil;ou o seu tablet, o iPad. Depois de tanta expectativa em torno dele, era natural que frustrasse alguns. E eu devo confessar, eu sou um deles. Espera um dispositivo mais completo vindo da Apple, que realmente permitisse uma experi&ecirc;ncia de computa&ccedil;&atilde;o totalmente m&oacute;vel. Mas o que a Apple trouxe vou uma mistura de iPod com leitor de ebook que ela manter&aacute; totalmente sob o seu estrito controle.</p>
<p>Mas algumas coisas me deixaram contente com esse lan&ccedil;amento. Muito contente. Outras nem tanto. Vou postar aqui o que eu n&atilde;o li por a&iacute;.</p>
<h3><strong>Uma m&atilde;ozinha ao ARM</strong></h3>
<p>A mais importante era algo que eu j&aacute; esperava, mas eu queria ver confirmada, preto no branco: o iPad usa um processador ARM. A Apple sabe das coisas, e sabe que um dispositivo que depende tanto de bateria n&atilde;o pode se dar ao luxo de um x86 ou assemelhados.</p>
<p>&Eacute; por causa disso que, nos &uacute;ltimos meses, sempre que algu&eacute;m me perguntava, eu dizia: vou esperar o tablet da Apple. N&atilde;o porque eu fosse compr&aacute;-lo, mas porque agora eu sei que outras empresas v&atilde;o correr atr&aacute;s de criar tablets e netbooks ARM. Sem isso, elas n&atilde;o tem como competir com a ma&ccedil;&atilde; em pre&ccedil;o ou bateria.</p>
<p>A resist&ecirc;ncia a lan&ccedil;ar computadores ARM &eacute; muito grande na ind&uacute;stria. O principal motivo &eacute; que a MS n&atilde;o publica uma vers&atilde;o ARM do Windows, e nem pretende faz&ecirc;-lo, exceto pelo Windows CE, que dificilmente serviria para esse tipo de aplica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>A alternativa ent&atilde;o, seria o Linux (que pode ser recompilado para ARM e, de fato, j&aacute; &eacute; a base do WebOs e do Android), mas isso daria muito trabalho: al&eacute;m dos drivers novos, seria preciso recompilar e talvez adaptar muitas aplica&ccedil;&otilde;es. No caso de um tablet, isso fica ainda pior, pois as aplica&ccedil;&otilde;es atuais s&atilde;o feitas pensando em mouse e teclado e interagir somente com dedos &eacute; bem diferente.</p>
<p>Mas agora, a Apple, com seu iPad, colocou todo o mundo para correr. Ou eles fazem tablets e netbooks baseado em ARM ou v&atilde;o ter que convencer o consumidor a pagar mais caro por um produto com menos autonomia de bateria.</p>
<p>S&oacute; que a CES me tirou todas as esperan&ccedil;as de ver um dispositivo ARM esse ano. A maioria das empresas deixou o ARM para os ebooks e celulares, e os netbooks e tablets com x86 ( e AMD64, que seja) abundaram.</p>
<p>A minha torcida fica para que uma empresa consiga juntar as pe&ccedil;as de um tablet com Android at&eacute; o final do ano, e, assim, fazer frente a Apple. Fora isso, s&oacute; resta o Google com seu Chrome OS, que a gente nem tem ideia de quando sai.</p>
<h3>O Big Brother</h3>
<p>Que ironia. A empresa que fez a <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=OYecfV3ubP8">propaganda do &quot;Think Different&quot; com refer&ecirc;ncia direta a 1984</a>, agora &eacute; o novo Big Brother, controlador, que escreve e apaga a hist&oacute;ria.</p>
<p>Os programas do novo tablet da Apple s&oacute; podem ser instalados atrav&eacute;s da App Store. Isso significa que s&oacute; rodar&atilde;o softwares aprovados pela apple, o que quer dizer tamb&eacute;m que s&oacute; o que interessa a ela passa. Um programa, com o Google Voice, que possa significar perda de receita ou desconforto &agrave; ma&ccedil;&atilde; est&aacute; fora.</p>
<p>Al&eacute;m disso, a plataforma de venda de eBooks &eacute;, ao que parece, com DRM. Eu j&aacute; rejeito totalmente qualquer material com DRM, mas no caso de livros eu sou ainda mais sens&iacute;vel. Imagina se a Apple resolve que &quot;A cabe&ccedil;a de Steve Jobs&quot; n&atilde;o &eacute; mais um bom livro para eu ler, pois a cabe&ccedil;a de Steves mudou? &Eacute; s&oacute; ela parar de reconhecer essa assinatura e pronto, o livro some, exatamente como a <a href="http://news.cnet.com/8301-13860_3-10289983-56.html">Amazon fez com </a><a href="http://news.cnet.com/8301-13860_3-10289983-56.html">&nbsp;(mais ironia)</a><a href="http://news.cnet.com/8301-13860_3-10289983-56.html">1984, de George Orwell</a>.</p>
<h3>N&atilde;o &eacute; o que ele tem, &eacute; o que ele n&atilde;o tem</h3>
<p>Eu n&atilde;o tenho d&uacute;vida de que o iPad ser&aacute; um sucesso de vendas. N&atilde;o pelo que ele tem, que n&atilde;o &eacute; nada demais, mas pelo que ele n&atilde;o tem. Parafraseando um coment&aacute;rio que eu li no /., ele n&atilde;o tem arquivos, ele n&atilde;o tem drivers, ele n&atilde;o tem configura&ccedil;&otilde;es&#8230; ele n&atilde;o tem nada que confunda o usu&aacute;rio mais burro. &Eacute; s&oacute; sair dando dedada a torto e a direito que as coisas funcionam.</p>
<h3>Escalando mal</h3>
<p>Gente, com o a interface do iPhone ficou ruim em tamanho grande, hein? A Apple costuma fazer melhor com suas interfaces, e espero que eles melhorem isso at&eacute; o lan&ccedil;amento do iPad.</p>
<p>Assim que eu vi isso, para ser sincero, eu me lembrei do webOs. A Palm, no seu lan&ccedil;amento, disse que esse sistema poderia usar telas de qualquer tamanho. E de, fato, d&aacute; para fazer o emulador funcionar at&eacute; resolu&ccedil;&otilde;es bem grandes e a coisa fica realmente interessante. A maioria dos programas tamb&eacute;m costuma ampliar muito bem, e n&atilde;o &eacute; s&oacute; um zoom, n&atilde;o.</p>
<p>Infelizmente, a Palm n&atilde;o pretende lan&ccedil;ar nenhum equipamento al&eacute;m de celulares, por enquanto. &Eacute; natural, afinal, ela mal aguenta das pernas com os celulares, n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de ir mais longe.<br />
&nbsp;</p>
<h3>Pezinho</h3>
<p>Eu juro que n&atilde;o entendi: porque eles n&atilde;o colocaram um pezinho, ou alguma forma de sustenta&ccedil;&atilde;o, embutida no iPad? Eu tenho que colocar aquele adaptador para teclado? Mais coisa para eu carregar? Poxa, era algo t&atilde;o b&aacute;sico, e dava para colocar sem prejudicar a apar&ecirc;ncia do equipamento.</p>
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		<title>Google puto com a China, nÃ£o vai mais acatar censura</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 23:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Antigo]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu nÃ£o sou muito fÃ£ de ficar repostando (para isso eu uso o Google Reader), mas isso Ã© muito sÃ©rio e muito importante. Achei que mereceia toda a publicidade possÃ­vel. Resumindo a Ã³pera: o Google investigou determinados ataques que sofreu vindos da China e descobriu que eles tinham como alvo ativistas dos direitos humanos na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nÃ£o sou muito fÃ£ de ficar repostando (para isso eu uso o Google Reader), mas isso Ã© muito sÃ©rio e muito importante. Achei que mereceia toda a publicidade possÃ­vel.</p>
<p>Resumindo a Ã³pera: o Google investigou determinados ataques que sofreu vindos da China e descobriu que eles tinham como alvo ativistas dos direitos humanos na China (alguns ativistas situados na China, enquanto outros na Europa). Â Ele nÃ£o diz isso diretamente, mas o texto implica claramente: isso Ã© coisa do governo chinÃªs. E nem precisaria o texto implicar, qualquer um que saiba juntar as coisas perceberia.</p>
<p>Assim, o Google tomou uma decisÃ£o: nÃ£o vai mais acatar fornecer os seus serviÃ§os com a censura que o governo ChinÃªs impÃµe. Ou o governo permite a operaÃ§Ã£o sem essa censura, Â ou o Google simplesmente fecha as portas na China. Na prÃ¡tica, eu acho que o Google fecharÃ¡ as portas na China.</p>
<p>Segue o texto completo , publicado o <a href="http://googleblog.blogspot.com/2010/01/new-approach-to-china.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed:+blogspot/MKuf+(Official+Google+Blog)&amp;utm_content=Google+Reader">blog oficial da empresa</a>:</p>
<blockquote><p>Like many other well-known organizations, we face cyber attacks of varying degrees on a regular basis. In mid-December, we detected a highly sophisticated and targeted attack on our corporate infrastructure originating from China that resulted in the theft of intellectual property from Google. However, it soon became clear that what at first appeared to be solely a security incident&#8211;albeit a significant one&#8211;was something quite different.</p>
<p>First, this attack was not just on Google. As part of our investigation we have discovered that at least twenty other large companies from a wide range of businesses&#8211;including the Internet, finance, technology, media and chemical sectors&#8211;have been similarly targeted. We are currently in the process of notifying those companies, and we are also working with the relevant U.S. authorities.</p>
<p>Second, we have evidence to suggest that a primary goal of the attackers was accessing the Gmail accounts of Chinese human rights activists. Based on our investigation to date we believe their attack did not achieve that objective. Only two Gmail accounts appear to have been accessed, and that activity was limited to account information (such as the date the account was created) and subject line, rather than the content of emails themselves.</p>
<p>Third, as part of this investigation but independent of the attack on Google, we have discovered that the accounts of dozens of U.S.-, China- and Europe-based Gmail users who are advocates of human rights in China appear to have been routinely accessed by third parties. These accounts have not been accessed through any security breach at Google, but most likely via phishing scams or malware placed on the users&#8217; computers.</p>
<p>We have already used information gained from this attack to make infrastructure and architectural improvements that enhance security for Google and for our users. In terms of individual users, we would advise people to deploy reputable anti-virus and anti-spyware programs on their computers, to install patches for their operating systems and to update their web browsers. Always be cautious when clicking on links appearing in instant messages and emails, or when asked to share personal information like passwords online. You can read more here about our cyber-security recommendations. People interested wanting to learn more about these kinds of attacks can read this U.S. government report (PDF), Nart Villeneuve&#8217;s blog and this presentation on the GhostNet spying incident.</p>
<p>We have taken the unusual step of sharing information about these attacks with a broad audience not just because of the security and human rights implications of what we have unearthed, but also because this information goes to the heart of a much bigger global debate about freedom of speech. In the last two decades, China&#8217;s economic reform programs and its citizens&#8217; entrepreneurial flair have lifted hundreds of millions of Chinese people out of poverty. Indeed, this great nation is at the heart of much economic progress and development in the world today.</p>
<p>We launched Google.cn in January 2006 in the belief that the benefits of increased access to information for people in China and a more open Internet outweighed our discomfort in agreeing to censor some results. At the time we made clear that &#8220;we will carefully monitor conditions in China, including new laws and other restrictions on our services. If we determine that we are unable to achieve the objectives outlined we will not hesitate to reconsider our approach to China.&#8221;</p>
<p>These attacks and the surveillance they have uncovered&#8211;combined with the attempts over the past year to further limit free speech on the web&#8211;have led us to conclude that we should review the feasibility of our business operations in China. We have decided we are no longer willing to continue censoring our results on Google.cn, and so over the next few weeks we will be discussing with the Chinese government the basis on which we could operate an unfiltered search engine within the law, if at all. We recognize that this may well mean having to shut down Google.cn, and potentially our offices in China.</p>
<p>The decision to review our business operations in China has been incredibly hard, and we know that it will have potentially far-reaching consequences. We want to make clear that this move was driven by our executives in the United States, without the knowledge or involvement of our employees in China who have worked incredibly hard to make Google.cn the success it is today. We are committed to working responsibly to resolve the very difficult issues raised.</p>
<p>Posted by David Drummond, SVP, Corporate Development and Chief Legal Officer</p></blockquote>
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		<title>Marginal TietÃª: o erro anunciado</title>
		<link>http://www.aylons.com.br/blog/?p=274</link>
		<comments>http://www.aylons.com.br/blog/?p=274#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 23:58:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
				<category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Antigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi a carta logo depois das primeiras enchentes (no dia seguinte, eu acho), mas enrolei para publicar. De alguma forma, segue: Carta das entidades envolvidas na luta contra a AmpliaÃ§Ã£o da Marginal. Esse texto Ã© uma breve explicaÃ§Ã£o sobre a tentativa de impedir que bilhÃµes de reais dos cofres pÃºblicos fossem gastos com mais uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi a carta logo depois das primeiras enchentes (no dia seguinte, eu acho), mas enrolei para publicar. De alguma forma, segue:</p>
<blockquote><p>
Carta das entidades envolvidas na luta contra a AmpliaÃ§Ã£o da Marginal.</p>
<p>Esse texto Ã© uma breve explicaÃ§Ã£o sobre a tentativa de impedir que bilhÃµes de reais dos cofres pÃºblicos fossem gastos com mais uma obra viÃ¡ria de eficiÃªncia e benefÃ­cios questionÃ¡veis, sem discussÃ£o popular. Possivelmente, conterÃ¡ informaÃ§Ãµes que jamais chegariam maciÃ§amente Ã  sociedade atravÃ©s da grande mÃ­dia.</p>
<p>Em meados do ano de 2008, surgiram as primeiras informaÃ§Ãµes, ainda nÃ£o oficiais, sobre um projeto de ampliaÃ§Ã£o da quantidade de pistas na Marginal do Rio TietÃª.</p>
<p>Como se sabe, a Marginal do TietÃª Ã© uma das mais importantes vias que integra a imensa malha rodoviÃ¡ria do paÃ­s, nÃ£o apenas porque Ã© acesso para o abastecimento da cidade de SÃ£o Paulo, a maior do paÃ­s, mas, ainda, porque Ã© passagem obrigatÃ³ria para cargas provenientes ou destinadas aos maiores e mais importantes portos do Brasil.</p>
<p>AlÃ©m disso, a Marginal poderia ser lembrada pelas enchentes que ocorriam com mais freqÃ¼Ãªncia na dÃ©cada passada, e que originavam uma situaÃ§Ã£o caÃ³tica, seja pela impossibilidade de trÃ¡fego na regiÃ£o, seja pelo desalojamento e morte de famÃ­lias que viviam em situaÃ§Ã£o de risco.</p>
<p>Nada, porÃ©m, pode ser mais representativo desta imensa estrada urbana que a lentidÃ£o no trÃ¡fego, decorrente dos quilÃ´metros de congestionamento diÃ¡rio, que tornam sacrificante a necessidade â€“ inafastÃ¡vel para alguns â€“ de circular por suas vias.</p>
<p>Diante dessa realidade, a Marginal do TietÃª passa a ser emblemÃ¡tica para a compreensÃ£o de qual destino estÃ¡ sendo firmado Ã  nossa cidade: se rumamos Ã  tentativa de reverter equÃ­vocos urbanos e ambientais ou insistimos num modelo de conflito entre equilÃ­brio ambiental e vivÃªncia urbana.</p>
<p>Por essa razÃ£o, as intervenÃ§Ãµes urbanas propostas para a regiÃ£o do Rio TietÃª nÃ£o podem ser consideradas apenas sobre um enfoque: nÃ£o apenas para soluÃ§Ã£o dos problemas viÃ¡rios de imobilidade, nem, tampouco, para agasalhar propostas ambientalistas radicais de apartÃ¡-lo do acesso humano.</p>
<p>Assim, ao tomar conhecimento do projeto de ampliaÃ§Ã£o das Marginais, a sociedade civil organizada, especialmente arquitetos, urbanistas, engenheiros, geÃ³grafos, ambientalistas e lideranÃ§as de movimentos sociais atuantes em diversas Ã¡reas, passaram a dialogar sobre os impactos do projeto e sua eficiÃªncia.</p>
<p>Foram meses de estudos sobre o projeto, denÃºncias â€“ e comprovaÃ§Ãµes â€“ de falhas no processo de licitaÃ§Ã£o, atÃ© que foi iniciado o licenciamento ambiental (tudo isso em tempo recorde, como houvesse pressa para a entrega da obra).</p>
<p>O Estudo de Impacto Ambiental Ã© precÃ¡rio na anÃ¡lise dos impactos ambientais e medÃ­ocre quanto aos impactos urbanÃ­stico-sociais. NÃ£o considerou seriamente o respeito ao patrimÃ´nio cultural, subestimou os danos ambientais diretos e os impactos nas Ã¡reas de influencia e dissimulou a realidade sobre a impermeabilizaÃ§Ã£o do solo na regiÃ£o (valendo-se de valores e parÃ¢metros incompatÃ­veis).</p>
<p>Pior ainda: o Estudo de Impacto Ambiental previu textualmente a desnecessidade de desapropriaÃ§Ãµes para atividades comerciais ou habitacionais, em postura repulsiva e desidiosa com as centenas de famÃ­lias cuja remoÃ§Ã£o foi anunciada amplamente, atÃ© pelo Governo do Estado, alÃ©m de atividades comerciais e esportivas como clubes que serÃ£o â€œrasgadosâ€para a passagem das novas faixas.</p>
<p>Sobre esse tema, cabe um reforÃ§o: embora o estudo de impacto ambiental tenha previsto que nÃ£o haveria desapropriaÃ§Ãµes, o valor para tais iniciativas ultrapassou R$ 40 milhÃµes. NÃ£o haveria, pois, alguma falha?!</p>
<p>Apesar das falhas ora apontadas â€“ e tantas outras constantes de parecer elaborado pela AssociaÃ§Ã£o dos GeÃ³grafos do Brasil â€“ o procedimento de licenciamento ambiental foi concluÃ­do favoravelmente Ã  realizaÃ§Ã£o do empreendimento.</p>
<p>Para tanto, foram exigidas compensaÃ§Ãµes ambientais de altÃ­ssimo custo â€“ aos bolsos dos contribuintes, claro -, o plantio de centenas de milhares de Ã¡rvores a construÃ§Ã£o de uma ciclovia &#8211; nÃ£o urbana, mas em um parque prÃ³ximo -, entre outras exigÃªncias e recomendaÃ§Ãµes que, conforme se verÃ¡ adiante, nÃ£o bastarÃ£o para esconder a nocividade do empreendimento.</p>
<p>Incoerentemente, Ã© a compensaÃ§Ã£o ambiental, com a criaÃ§Ã£o de um parque, que vai acarretar a maior parte de desapropriaÃ§Ã£o de famÃ­lias, e a construÃ§Ã£o de ciclovias que vai acarretar a supressÃ£o de milhares de Ã¡rvores.</p>
<p>Essas â€œcompensaÃ§Ãµesâ€ â€“ que, efetivamente, nada compensam â€“ fizeram com que o valor do empreendimento dilatasse exponencialmente. Eram R$ 850 milhÃµes, passaram a ser R$ 1,3 bilhÃµes e, atÃ© ultimas informaÃ§Ãµes, nÃ³s, cidadÃ£os do Estado de SÃ£o Paulo, devemos assistir a R$ 1, 86 bilhÃµes se esvaindo para custar uma obra de eficiÃªncia duvidosa â€“ no mÃ­nimo.</p>
<p>Tudo isso aconteceu sorrateiramente, como fosse a populaÃ§Ã£o destinatÃ¡ria passiva deste ou qualquer empreendimento. Aconteceu de maneira obscura, sem publicidade prÃ©via, sem convocaÃ§Ã£o expressiva e, portanto, sem legitimidade.</p>
<p>Foram todos surpreendidos &#8211; apenas os que circulam pela regiÃ£o &#8211; com tratores nos canteiros e Ã¡rvores histÃ³ricas, robustas e vivas resumidas a raÃ­zes sem vida.</p>
<p>Diante dessa absurdez, aqueles mesmos cidadÃ£os que buscavam dialogar, realizaram atos pÃºblicos in loco, manifestando atravÃ©s de faixas, cartazes e vozes a barbaridade anunciada.</p>
<p>Em resposta, o Governo do Estado de SÃ£o Paulo, avesso ao diÃ¡logo, passou a investir vultosamente em propagandas que tinham sempre uma mesma finalidade: convencer os desinformados sobre a eficiÃªncia, sustentabilidade e necessidade das obras.</p>
<p>Foram milhÃµes de reais aplicados na elaboraÃ§Ã£o de campanhas publicitÃ¡rias, criaÃ§Ã£o de pÃ¡gina na internet e todos os meios disponÃ­veis para maquiar um empreendimento imprÃ³prio.</p>
<p>Desde sempre buscou o Governo desqualificar aqueles que se opunham Ã  obra. Por vezes associando-os a Partidos PolÃ­ticos, por outras questionando sua capacidade tÃ©cnica.</p>
<p>NÃ£o restava outra alternativa, pois, senÃ£o a propositura de uma AÃ§Ã£o Judicial para tentar suspender o empreendimento, pelo menos atÃ© que as dÃºvidas sobre riscos e benefÃ­cios fossem sanadas. E foi o que aconteceu.</p>
<p>No final do mÃªs de julho de 2009, os representantes das entidades ingressaram com a AÃ§Ã£o Civil PÃºblica e aguardavam a decisÃ£o sobre o pedido de liminar, para suspender as obras. Infelizmente, apenas semanas depois houve a decisÃ£o que denegou o pedido, sob o argumento de que a JustiÃ§a nÃ£o pode intervir nos atos do Poder Executivo â€“ ainda que abusivos.</p>
<p>O MinistÃ©rio PÃºblico foi chamado a se manifestar â€“ conforme determina a legislaÃ§Ã£o â€“ e, em petiÃ§Ã£o sintÃ©tica e concisa, opinou favoravelmente Ã  concessÃ£o da liminar, essencialmente fundado no principio da precauÃ§Ã£o, jÃ¡ acenou para que houvesse certeza sobre os riscos do projeto e suas eventuais remediaÃ§Ãµes.</p>
<p>AlÃ©m disso, a juÃ­za responsÃ¡vel, em aparente desconhecimento do conteÃºdo do processo, fundou-se na ausÃªncia de documento que indicasse a insuficiÃªncia do Estudo de Impacto Ambiental (nÃ£o nos esqueÃ§amos que havia um Parecer da AssociaÃ§Ã£o dos GeÃ³grafos Brasileiros juntada no mesmo dia)!</p>
<p>Foi, certamente, uma decisÃ£o infeliz e â€“ preferimos acreditar â€“ ressentida de conhecimento aprofundado sobre o processo, que jÃ¡ contava com 9 volumes e milhares de folhas.</p>
<p>Dos diversos predicados que foram atribuÃ­dos aos representantes das entidades que lutavam voluntariamente por essa causa, ressaltam-se os de fanÃ¡ticos, malucos, oportunistas, desocupados e conspiradores.</p>
<p>Mesmo a Promotora de JustiÃ§a Maria AmÃ©lia Nardy Pereira, que apenas cumpria funÃ§Ã£o atribuÃ­da por lei, foi alvo de grosserias, que tiveram seu ponto mais baixo com a acusaÃ§Ã£o de ser oportunista, contida em texto do â€œjornalistaâ€ Reinado Azevedo, cujo tÃ­tulo levava o nome â€œVeja bem, Maria AmÃ©lia,â€ em referÃªncia Ã  Promotora.</p>
<p>Desamparados pelo JudiciÃ¡rio e com poucas possibilidades de concorrer com a truculenta publicidade da obra, sÃ³ cabia aos representantes das entidades aguardar para que a tragÃ©dia anunciada se concretizasse. E, creia-se â€“ pensÃ¡vamos ter de esperar mais tempo.</p>
<p>Nos primeiros dias do mÃªs de setembro, uma chuva incomum para o perÃ­odo (mas nÃ£o para o verÃ£o), causou estragos em toda a cidade e regiÃ£o metropolitana, inclusive com a morte de pessoas. O Rio TietÃª transbordou, as vias â€“ sem drenagem â€“ encheram de Ã¡gua, e a cidade parou. A resposta explicativa das nossas autoridades veio: culpa da natureza!</p>
<p>Por fim, o Ãºltimo sinal de que o lunatismo tinha um receio fundado: ontem, dia 08 de dezembro de 2009, o Rio TietÃª transbordou â€“ pela segunda vez em 3 meses â€“ e, mesmo onde nÃ£o houve transbordamento, o acÃºmulo de Ã¡gua resultante da impermeabilizaÃ§Ã£o das pistas, redundou no alagamento das faixas e sua interdiÃ§Ã£o!</p>
<p>Diante de todos os fatos, Ã© de se notar que se opor a mais essa obra viÃ¡ria bilionÃ¡ria nÃ£o Ã© uma questÃ£o de fanatismo ambiental ou de oportunismo partidÃ¡rio. NÃ£o se limita a discutir se a melhor opÃ§Ã£o Ã© essa obra ou outra, se vamos plantar mais ou menos Ã¡rvores, se outra obra de canalizaÃ§Ã£o ou aprofundamento de calha deveria ser feita, mas sim o rumo que a cidade toma.</p>
<p>O que buscamos, sobretudo, Ã© difundir o questionamento sobre nosso modelo de cidade jÃ¡ saturada, na qual as discussÃµes mais importantes estÃ£o em torno do trÃ¢nsito caÃ³tico â€“ como se todas as outras dificuldades que nos assombram fossem secundÃ¡rias (saÃºde, educaÃ§Ã£o, varriÃ§Ã£o de ruas, corrupÃ§Ã£o, moradia etc.).</p>
<p>Cada vez que aceitamos calados investimentos pÃºblicos em sentido diferente do que precisa nossa cidade, a cada enchente, cada desmoronamento, cada via obstruÃ­da e, principalmente, todo o trÃ¢nsito que engessa a cidade, tem efeitos muito sÃ©rios, inclusive do ponto de vista econÃ´mico.</p>
<p>Quanto custa uma mercadoria parada? Quanto custa um caminhÃ£o entravado? E as casas completamente destruÃ­das pelas Ã¡guas!? Quanto custa todo o estoque de um dia no CEAGESP[1]? Quanto custa a vida de um filho? E a vida de quatro filhos soterrados no barraco situado em Ã¡rea de risco â€“ e que cuja remoÃ§Ã£o foi negligenciada pelo Poder PÃºblico?</p>
<p>Nossa proposta Ã© que esse debate sobre o rumo da nossa cidade esteja constantemente nos meios de comunicaÃ§Ã£o, nas escolas, nas rodas de conversa. Para tanto, estamos Ã  disposiÃ§Ã£o, inclusive para debater com nossos governantes quais as prioridades para que nossa cidade seja cada vez mais saudÃ¡vel â€“ e cada vez mais nossa.</p></blockquote>
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		<title>Boa anÃ¡lise do Danilo Gentili</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 23:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recebi pelo Twitter (via @marioamaya) a indicaÃ§Ã£o deste texto do Danilo Gentili. Basicamente senso comum, mas quem diz que senso comum nÃ£o deve ser escrito? Ah, e eu copiei o texto todo aqui porque o blog do cabeÃ§Ã£o nÃ£o tem permalink: HÃ HE HI ROBIN WILLIANS Uns anos atrÃ¡s os Simpsons vieram pro Brasil. Homer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi pelo Twitter (via @marioamaya) a indicaÃ§Ã£o deste texto do Danilo Gentili. Basicamente senso comum, mas quem diz que senso comum nÃ£o deve ser escrito?</p>
<p>Ah, e eu copiei o texto todo aqui porque o <a href="http://danilogentili.zip.net/">blog do cabeÃ§Ã£o</a> nÃ£o tem permalink:</p>
<blockquote><p>HÃ HE HI ROBIN WILLIANS</p>
<p>Uns anos atrÃ¡s os Simpsons vieram pro Brasil. Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de shorts enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou nÃ£o tinha o que comer mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.</p>
<p>Esses dias Robin Willians falou o seguinte: &#8220;Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das OlimpÃ­adas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaÃ­na&#8221;.</p>
<p>Eu ri!</p>
<p>Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles nÃ£o se revoltam, nÃ£o se mobilizam, nÃ£o processam, nÃ£o abrem inquÃ©ritos, nÃ£o fazem passeatas quando o sequestro, a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o trÃ¡fico de drogas e a prostituiÃ§Ã£o acontece na vida real bem debaixo dos nossos narizes. Eles se revoltam sÃ³ quando usam isso pra fazer piada.</p>
<p>A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: A boa piada sempre fala de uma verdade. Num PaÃ­s onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo a verdade nÃ£o diverte. Assusta. O cara engraÃ§ado pro brasileiro Ã© sempre aquele que fala bordÃµes manjados, dÃ¡ cambolhatas no chÃ£o em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque nÃ o incomodam ninguÃ©m! Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro Ã© como o alho pro vampiro. Merece ser execrado.</p>
<p>O brasileiro Ã© uma gorda de 300 kilos que odeia ouvir que Ã© gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? NÃ£o! Regime e exercicio dÃ¡ muito trabalho. Ã‰ mais fÃ¡cil ir no shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema Ã© que nem todo mundo Ã© obrigado a engolir que aquela fabrica de manteiga a Barbie sÃ³ porque estÃ¡ com a roupa da Gisele Bundchen. EntÃ£o Ã© inevitÃ¡vel que mais hora menos hora alguÃ©m da multidÃ£o grite: &#8220;Volta pro circo!&#8221; ou &#8220;Minha nossa! Ã‰ o StayPuff com o maiÃ´ da Dayane dos Santos?&#8221;. EntÃ£o a gorda chora. Se revolta. Faz manha. AmeaÃ§a. Processa. Porque, embora ela tentou se vestir como uma magra, no fundo a piada a fez lembrar que ela Ã© mais gorda que a conta bancÃ¡ria do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de Ã¡gua.</p>
<p>Ao invÃ©s de dizer que Robin Willians tem dor de corno, prefeito do Rio, vai cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe? Mulher de malandro sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e  o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: â€œEu tenho o melhor marido do mundoâ€.</p>
<p>Advogados. VocÃªs jÃ¡ sÃ£o alvos de piadas por outros motivos. JÃ¡ que se incomodam com piadas evitem ser alvos de mais algumas delas nÃ£o processando Robin Willians. InvÃ©s de processo envie pra ele uma carta de gratidÃ£o. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e sÃ³ falou de puta e cocaÃ­na. Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pra Olimpiadas se nÃ o for roubado pelo taxista serÃ¡ no calÃ§adÃ£o. Poderia tambÃ©m ter dito que o governo e a polÃ­cia brasileira lucram com aquela cocaÃ­ca do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: â€œAs crianÃ§as do Brasil nÃ£o assistirÃ£o as OlimpÃ­adas porque estarÃ£o ocupadas demais se prostituindoâ€.? A&#8230;E se ele resolvesse lanÃ§ar mais uma piada do tipo: â€œBrasileiro Ã© tÃ£o estÃºpido que se preocupa com o que um comediante diz, mas nÃ£o se preocupa no que o polÃ­tico que ele vota fazâ€?</p>
<p>Enfim&#8230; sÃ£o muitas piadas que poderiam ter sido feitas. Quem Ã© imbecil e se incomoda com piada, nÃ£o seja injusto e agradeÃ§a o Robin Willians porque ele sÃ³ fez aquela.</p>
<p>OBS: Meia hora depois que escrevi isso, enquanto procurava uma lan-house aqui no Rio para revisar o texto desse meu post me deparei com outra piada para Robin Willians, veja sÃ³:</p>
<p><a href="http://www.aylons.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/IMG00087-20091201-1823.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-272" title="IMG00087-20091201-1823" src="http://www.aylons.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/IMG00087-20091201-1823.jpg" alt="IMG00087-20091201-1823" width="528" height="400" /></a></p></blockquote>
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		<title>ContinuaÃ§Ã£o do post anterior</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 18:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem, por problemas que eu nÃ£o entendi direito, o post anterior foi publicado pela metade, em uma versÃ£o antiga. Tive que reescrever a segunda metade do post, e, claro , nÃ£o ficou tÃ£o bom quanto a original. PaciÃªncia. Para quem acompanha por newsreader, segue a segunda metade reescrita. O post original foi alterado para acrescentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, por problemas que eu nÃ£o entendi direito, o post anterior foi publicado pela metade, em uma versÃ£o antiga. Tive que reescrever a segunda metade do post, e, claro , nÃ£o ficou tÃ£o bom quanto a original. PaciÃªncia. Para quem acompanha por newsreader, segue a segunda metade reescrita. O post original foi alterado para acrescentar este pedaÃ§o:</p>
<h3>Porque uma mudanÃ§a tÃ£o repentina?</h3>
<p>A mudanÃ§a foi tudo, menos repentina. Quando eu estudava instalaÃ§Ãµes elÃ©tricas no curso tÃ©cnico a discussÃ£o jÃ¡ existia e estava avanÃ§ada, e isso foi em 2000. A norma foi publicada em 2002, com um prazo de quase 10 anos para a adaptaÃ§Ã£o completa.</p>
<p>O problema aqui Ã© um misto de desinteresse pÃºblico pelo assunto com uma falta de respeito por parte dos fabricantes e importadores. Da parte do pÃºblico, o desinteresse seria atÃ© natural, se nÃ£o fosse a falta de aÃ§Ã£o de Ã³rgÃ£os e associaÃ§Ãµes de interesse do consumidor. Esses sim, deveriam estar marcando em cima desde da Ã©poca de discussÃ£o das normas, e nÃ£o vi ninguÃ©m se manifestar atÃ© bem recentemente, e com comentÃ¡rios bem superficiais e sem nenhum entendimento do assunto.</p>
<p>Os fabricantes deveriam, jÃ¡ hÃ¡ vÃ¡rios anos, estar fabricando somente Â equipamentos com o novo padrÃ£o de plugues. Muitos dos fabricantes locais jÃ¡ vem seguinho a regra &#8211; a maioria dos plugues de seus equipamentos jÃ¡ sÃ£o compatÃ­veis com o padrÃ£o. Mas alguns continuam produzindo, sem nenhuma necessidade, plugues com pino chato ou outros formatos incompatÃ­veis. Do lado dos importadores, Ã© compreensÃ­vel, ainda que nÃ£o justificÃ¡vel: mudar o plugue de cada equipamento importado aumenta o custo, e eles querem protelar isso ao mÃ¡ximo.</p>
<p>DaÃ­ vem a minha maior crÃ­tica quanto Ã  regulaÃ§Ã£o: ela determinou a obrigatoriedade da venda das tomadas novas antes da obrigatoriedade dos plugues novos. Isso significa uma janela em que Ã© permitida a venda equipamentos com plugues incompatÃ­veis com as tomadas disponÃ­veis no mercado. O contrÃ¡rio deveria ter sido feito: os plugues novos deveriam ser mandatÃ³rios antes das tomadas novas, visto que os plugues novos sÃ£o compatÃ­veis com a maioria das tomadas antigas encontradas nas residÃªncias.</p>
<h3>ConclusÃ£o</h3>
<p>A padronizaÃ§Ã£o era necessÃ¡ria (sempre Ã©), e se teve algum problema, foi porque demorou muito para acontecer. Foi escolhido um padrÃ£o moderno, jÃ¡ existente e compatÃ­vel com o padrÃ£o de vÃ¡rios outros paÃ­ses. Outro fator importante Ã© que ele Ã© compatÃ­vel com as tomadas antigas, dimunindo a necessidade de trocar as tomadas por causa de equipamentos novos. Tanto Ã© que a maioria dos equipamentos encontrados nas lojas jÃ¡ vem vindo com o novo padrÃ£o de plugues e pouca gente notou.</p>
<p>N0s prÃ³ximos anos a gente vai sentir ainda alguns incovenientes, enquanto equipamentos antigos estiverem com vida Ãºtil e, sem seguir o padrÃ£o, os adaptores serÃ£o necessÃ¡rios. E, para sempre, a gente se distanciou do padrÃ£o dos EUA, que Ã© fonte (ou destino original) de muitos importabandos, o que pode significar a necessidade de adptadores para alguns casos por muito tempo. Mas qualquer um que importe algo da Europa (ou que foi feito para a Europa originalmente), nÃ£o deve sentir diferenÃ§a.</p>
<p>Na verdade, todo paÃ­s tem esse problema e ele sÃ³ seria resolvido com a adoÃ§Ã£o universal de um padrÃ£o. Algo difÃ­cil de acontecer, dados os interesses das indÃºstrias locais (e, nÃ£o duvidem, a padronizaÃ§Ã£o no Brasil tambÃ©m teve que atender a esses interesses locais). Mas o mais prÃ³ximo disso que existe no mundo Ã© o padrÃ£o adotado pelo Brasil: Ã© um padrÃ£o do IEC, de onde vem quase todos os nosso padrÃµes elÃ©tricos, e Ã© compatÃ­vel com padrÃµes de vÃ¡rios paÃ­ses.</p>
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		<title>Do padrÃ£o brasileiro de plugues e tomadas</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 04:29:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aylons</dc:creator>
				<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Antigo]]></category>
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		<category><![CDATA[engenharia elÃ©trica]]></category>
		<category><![CDATA[norma]]></category>
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		<description><![CDATA[HÃ¡ alguns meses tenho lido alguns artigos e reportagens comentando sobre o padrÃ£o brasileiro de plugues e tomadas, que estÃ¡ entrando na fase final de implantaÃ§Ã£o. A maioria Ã© de gente inconformada com a &#8220;mudanÃ§a no padrÃ£o&#8221;. E, sinceramente, discordo da maior parte deles. Vou listar aqui os argumentos que eu mais tenho visto e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HÃ¡ alguns meses tenho lido alguns artigos e reportagens comentando sobre o padrÃ£o brasileiro de plugues e tomadas, que estÃ¡ entrando na fase final de implantaÃ§Ã£o. A maioria Ã© de gente inconformada com a &#8220;mudanÃ§a no padrÃ£o&#8221;. E, sinceramente, discordo da maior parte deles. Vou listar aqui os argumentos que eu mais tenho visto e os contra-argumentos.</p>
<h3>Porque mudar o padrÃ£o?</h3>
<p>Na verdade, nÃ£o hÃ¡ mudanÃ§a de padrÃ£o. O Brasil nunca teve padrÃ£o de plugues e tomadas: tudo o que tÃ­nhamos atÃ© agora era uma infinidade de plugues, alguns incompatÃ­veis, e algumas tomadas, a maioria com entrada para permitir vÃ¡rios tipos de plugues, mas nÃ£o todos. O caso mais evidente para a maioria das pessoas Ã© o plugue de trÃªs pinos (o padrÃ£o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/NEMA_connector#NEMA_5">NEMA 5-15</a>, ou simplesmente, Tipo B), que equipava muitos computadores e monitores, e todos compravam adaptadores para ele.</p>
<p>Muita gente tambÃ©m vai se lembrar de algumas tomadas de pino chato que tem um pino mais gordinho que o outro. A gente fazia uma forÃ§a , Ã s vezes lascava a tomada, e ele entrava. Bem, isso nÃ£o Ã© defeito de fabricaÃ§Ã£o: Ã© simplesmente forÃ§ar a barra para um plugue do padrÃ£oÂ <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/NEMA_connector#NEMA_1">NEMA 1-15</a> (ou simplesmente, Tipo A) polarizado entrar em uma tomada nÃ£o-polarizada. De novo, problemas em trazer um padrÃ£o de fora para um lugar que nÃ£o tem padrÃ£o nenhum.</p>
<p>E todas essas tomadas podiam ser vendidas no Brasil sem nenhuma regulamentaÃ§Ã£o ou restriÃ§Ã£o. E todos se sentiam super confortÃ¡veis com as dores de cabeÃ§a que vinham disso, como se um plugue de um produto comprado no Brasil nÃ£o encaixar direito nas tomadas do Brasil fosse a coisa mais normal do mundo.</p>
<h3>Porque nÃ£o adotar um padrÃ£o jÃ¡ existente?</h3>
<p>Na verdade, adotamos um padrÃ£o jÃ¡ existente. Mais que isso, um padrÃ£o existente e que Ã© compatÃ­vel com o da maioria do mundo.</p>
<p>Quando eu estudei instalaÃ§Ãµes elÃ©tricas (em 2000) a discussÃ£o, que jÃ¡ durava anos, jÃ¡ estava avanÃ§ada e parecia ir em direÃ§Ã£o ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IEC_60906-1">padrÃ£o do IEC</a>. Foi o que de fato aconteceu, e em 2002 foi ratificado o padrÃ£o brasileiro de plugues e tomadas, que Ã© basicamente um subconjunto do padrÃ£o do IEC, acrescido de um padrÃ£o para mais de atÃ© 20A, enquanto a tomada do IEC vai atÃ© 16A.</p>
<p>Tudo bem, mas pode-se dizer que o IEC 60906-1 nunca foi adotado oficialmente por nenhum paÃ­s. PorÃ©m, ele foi Â feito pensando em compatibilidade com o quase-padrÃ£o europeu, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Europlug">Europlug</a>, que Ã© usado em praticamente todos os equipamentos na Europa. Isso significa que o padrÃ£o brasileiro Ã© compatÃ­vel com praticamente qualquer equipamento vendido na Europa, exceto os de alta corrente e os do Reino Unido.</p>
<p>AliÃ¡s, basicamente todo o equipamento de pino redondo que vocÃª comprava antes era um Europlug. Ã‰ importante notar, porÃ©m, que o Europlug nÃ£o Ã© exatamente um padrÃ£o, mas um tipo de plugue que serve na maioria dos padrÃµes de tomada europeus.</p>
<h3>Porque uma mudanÃ§a tÃ£o repentina?</h3>
<p>A mudanÃ§a foi tudo, menos repentina. Quando eu estudava instalaÃ§Ãµes elÃ©tricas no curso tÃ©cnico a discussÃ£o jÃ¡ existia e estava avanÃ§ada, e isso foi em 2000. A norma foi publicada em 2002, com um prazo de quase 10 anos para a adaptaÃ§Ã£o completa.</p>
<p>O problema aqui Ã© um misto de desinteresse pÃºblico pelo assunto com uma falta de respeito por parte dos fabricantes e importadores. Da parte do pÃºblico, o desinteresse seria atÃ© natural, se nÃ£o fosse a falta de aÃ§Ã£o de Ã³rgÃ£os e associaÃ§Ãµes de interesse do consumidor. Esses sim, deveriam estar marcando em cima desde da Ã©poca de discussÃ£o das normas, e nÃ£o vi ninguÃ©m se manifestar atÃ© bem recentemente, e com comentÃ¡rios bem superficiais e sem nenhum entendimento do assunto.</p>
<p>Os fabricantes deveriam, jÃ¡ hÃ¡ vÃ¡rios anos, estar fabricando somente Â equipamentos com o novo padrÃ£o de plugues. Muitos dos fabricantes locais jÃ¡ vem seguinho a regra &#8211; a maioria dos plugues de seus equipamentos jÃ¡ sÃ£o compatÃ­veis com o padrÃ£o. Mas alguns continuam produzindo, sem nenhuma necessidade, plugues com pino chato ou outros formatos incompatÃ­veis. Do lado dos importadores, Ã© compreensÃ­vel, ainda que nÃ£o justificÃ¡vel: mudar o plugue de cada equipamento importado aumenta o custo, e eles querem protelar isso ao mÃ¡ximo.</p>
<p>DaÃ­ vem a minha maior crÃ­tica quanto Ã  regulaÃ§Ã£o: ela determinou a obrigatoriedade da venda das tomadas novas antes da obrigatoriedade dos plugues novos. Isso significa uma janela em que Ã© permitida a venda equipamentos com plugues incompatÃ­veis com as tomadas disponÃ­veis no mercado. O contrÃ¡rio deveria ter sido feito: os plugues novos deveriam ser mandatÃ³rios antes das tomadas novas, visto que os plugues novos sÃ£o compatÃ­veis com a maioria das tomadas antigas encontradas nas residÃªncias.</p>
<h3>ConclusÃ£o</h3>
<p>A padronizaÃ§Ã£o era necessÃ¡ria (sempre Ã©), e se teve algum problema, foi porque demorou muito para acontecer. Foi escolhido um padrÃ£o moderno, jÃ¡ existente e compatÃ­vel com o padrÃ£o de vÃ¡rios outros paÃ­ses. Outro fator importante Ã© que ele Ã© compatÃ­vel com as tomadas antigas, dimunindo a necessidade de trocar as tomadas por causa de equipamentos novos. Tanto Ã© que a maioria dos equipamentos encontrados nas lojas jÃ¡ vem vindo com o novo padrÃ£o de plugues e pouca gente notou.</p>
<p>N0s prÃ³ximos anos a gente vai sentir ainda alguns incovenientes, enquanto equipamentos antigos estiverem com vida Ãºtil e, sem seguir o padrÃ£o, os adaptores serÃ£o necessÃ¡rios. E, para sempre, a gente se distanciou do padrÃ£o dos EUA, que Ã© fonte (ou destino original) de muitos importabandos, o que pode significar a necessidade de adptadores para alguns casos por muito tempo. Mas qualquer um que importe algo da Europa (ou que foi feito para a Europa originalmente), nÃ£o deve sentir diferenÃ§a.</p>
<p>Na verdade, todo paÃ­s tem esse problema e ele sÃ³ seria resolvido com a adoÃ§Ã£o universal de um padrÃ£o. Algo difÃ­cil de acontecer, dados os interesses das indÃºstrias locais (e, nÃ£o duvidem, a padronizaÃ§Ã£o no Brasil tambÃ©m teve que atender a esses interesses locais). Mas o mais prÃ³ximo disso que existe no mundo Ã© o padrÃ£o adotado pelo Brasil: Ã© um padrÃ£o do IEC, de onde vem quase todos os nosso padrÃµes elÃ©tricos, e Ã© compatÃ­vel com padrÃµes de vÃ¡rios paÃ­ses.</p>
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		<title>Como NÃƒO dar uma notÃ­cia, estrelando a Info</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:00:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Antigo]]></category>
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		<category><![CDATA[notÃ­cia]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha, eu provavelmente tenho telhado de vidro: eu vivo postando notÃ­cias no blog do Ultra Downloads e, talvez, em alguma tentativa de tornar uma notÃ­cia mais clara para o pÃºblico geral, eu tenha generalizado demais ou falado alguma besteirinha. Mas tomara que eu nunca tenha escrito nada do naipe dessa matÃ©ria da Info Online: Windows [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, eu provavelmente tenho telhado de vidro: eu vivo postando notÃ­cias no <a href="http://blog.ultradownloads.com.br/">blog do Ultra Downloads</a> e, talvez, em alguma tentativa de tornar uma notÃ­cia mais clara para o pÃºblico geral, eu tenha generalizado demais ou falado alguma besteirinha.</p>
<p>Mas tomara que eu nunca tenha escrito nada do naipe <a href="http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/windows-7-usa-codigo-do-linux-adimite-ms-16112009-16.shl">dessa matÃ©ria da Info Online</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Windows 7 usa cÃ³digo do Linux, admite MS</strong></p></blockquote>
<p><strong> </strong>A manchete jÃ¡ comeÃ§a errado. Faz parecer que alguma ferramenta do core do Windows 7 usa cÃ³digo do SO do Linux. NÃ£o poderia ser mais errado. Primeiro, a tal ferramenta fica disponÃ­vel em separado para download no site da MS e nÃ£o faz parte do sistema. Da mesma maneira, o programa original, o Â ImageMaster, nÃ£o faz parte do Linux. Ã‰ sÃ³ um programa para Linux como qualquer outro. Ele sequer faz parte do projeto GNU.</p>
<blockquote><p>SÃƒO PAULO &#8211; A Microsoft admitiu que uma ferramenta utilizada no Windows 7 usa cÃ³digos desenvolvidos pela comunidade Linux e liberados sob licenÃ§a GPL v2.</p>
<p>A ferramenta em questÃ£o Ã© um conjunto de cÃ³digos usado para tornar mais rÃ¡pido o boot do Windows 7 em netbooks. A presenÃ§a de cÃ³digos Linux no Windows 7 jÃ¡ havia sido apontada por programadores da comunidade Linux, mas sÃ³ agora recebeu uma confirmaÃ§Ã£o pÃºblica da Microsoft.</p></blockquote>
<p>A Info nem se prestou a se informar para que serve o programa. O programa nÃ£o serve para tornar mais rÃ¡pido o boot do WIndows 7 netbooks, mas sim para permitir a instalaÃ§Ã£o do Windows 7 em dispositivos sem leitor DVD, como Ã© o caso dos netbooks.</p>
<blockquote><p>Em blog, o gerente da Microsoft para open source 7 Peter Galli afirma que â€œapÃ³s uma investigaÃ§Ã£o preliminarâ€ a companhia constatou a presenÃ§a de cÃ³digos Linux na versÃ£o do Seven para netbooks.</p></blockquote>
<p>Sequer existe versÃ£o do Windows 7 para netbooks. O que existe Ã© sÃ³ aquele programa.</p>
<blockquote><p>Galli disse que o recurso foi desenvolvido por parceiros, o que segundo ele nÃ£o diminui a responsabilidade da Microsoft no caso, jÃ¡ que a companhia deve saber que cÃ³digos seus fornecedores estÃ£o usando.</p>
<p>O uso de cÃ³digos Linux pela Microsoft nÃ£o Ã© errado do ponto de vista legal, jÃ¡ que a licenÃ§a GPL v2 torna os cÃ³digos publicados sob essa versÃ£o livres para uso.</p></blockquote>
<p>Desta vez, a Info decidiu ir Ã  defesa da Microsoft depois que ela mesmo admitiu estar errada. Usar cÃ³digo GPL Ã© permitido, naturalmente, mas Ã© obrigatÃ³rio disponibilizar o cÃ³digo-fonte para o usuÃ¡rio, bem como todo software publicado a partir de cÃ³digo GPL deve continuar GPL &#8211; a Microsoft colocou a sua prÃ³pria licenÃ§a, e uma bem restritiva.</p>
<blockquote><p>A Microsoft anunciou ainda que tornarÃ¡ pÃºblicos os cÃ³digos da ferramenta de auxÃ­lio ao book que leva informaÃ§Ãµes criadas pela comunidade Linux.</p></blockquote>
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		<title>Resolvido o problema do ItaÃº.b.br</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 22:21:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ã‰ claro que, dado o problema do itau.b.br, eu nÃ£o fiquei sÃ³ reclamando no blog e no Twitter. Enviei, junto com o post no blog, uma reclamaÃ§Ã£o pelo ItaÃº Bankline. Eles me responderam ontem pedindo para que nÃ£o identificaram nenhum problema e que eu entrasse em contato com o telefone do SOS Bankline. SÃ³ nessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ã‰ claro que, dado o problema do itau.b.br, eu nÃ£o fiquei sÃ³ reclamando no blog e no Twitter. Enviei, junto com o post no blog, uma reclamaÃ§Ã£o pelo ItaÃº Bankline. Eles me responderam ontem pedindo para que nÃ£o identificaram nenhum problema e que eu entrasse em contato com o telefone do SOS Bankline.</p>
<p>SÃ³ nessa jÃ¡ deu para ver que eles nÃ£o entenderam nada do problema: devem ter testado o itau.com.br e nem se tocaram que eu falava sobre o itau.b.br. E me mandaram para quem cuida de resolver problemas simples nos computadores. Bem, isso sÃ³ serviu para que eu avaliasse a falta de informaÃ§Ã£o no atendimento do ItaÃº Bankfone: lÃ¡, ninguÃ©m, nem o supervisor, sabia do que se tratava o domÃ­nio .b.br. De fato, eles acreditavam piamente que esse endereÃ§o nunca existiu ou que nÃ£o era do ItaÃº.</p>
<p>Optei, portanto, por registrar uma reclamaÃ§Ã£o no SAC. De novo, tive que insistir com o atendente sobre a existÃªncia e o fim da operaÃ§Ã£o de itau.b.br. Depois de muita conversa, finalmente ele registrou a minha queixa, ontem.</p>
<p>Hoje, um representante do ItaÃº me liga. Conversamos um pouco e verifico que o endereÃ§o itau.b.br voltou a funcionar normalmente! Ele, muito interessado, me fez algumas perguntas sobre a utilidade desse endereÃ§o .b.br (eu expliquei do caso do Bradesco e como isso Ã© uma seguranÃ§a extra). Ele, muito atencioso, ainda me respondeu que tinha ouvido falar que haveria um domÃ­nio sÃ³ para bancos no Brasil &#8211; e eu expliquei que essa era justamente o tal domÃ­nio.</p>
<p>Bem, de qualquer maneira, de forma misteriosa, o domÃ­nio .b.br voltou a funcionar depois de mais de 1 mÃªs parado, e justamente no dia em que registrei a queixa.Â <em>Post hoc ergo propter hoc</em>, e eu diria que foi por minha causa. Mas fica a dÃºvida.</p>
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